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Resenha #324 Drive

Por Barbara em 28 jul • 2020
11ago • 20 12 livros para 2020, Desafio das GeLs, drama, intrínseca, Liane Moriarty, literatura estrangeira, resenha, Resenhas de Livros, Romance, Suspense

Resenha #325 Até que a Culpa nos Separe

Título: Até que a culpa nos separe
Autor: Liane Moriaty
Editora: Intrínseca
Gênero: Romance/ Literatura Estrangeira/ Ficção/ Suspense
Páginas: 464
Ano: 2017
Classificação: 4 estrelas
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Sinopse: Amigas de infância, Erika e Clementine não poderiam ser mais diferentes. Erika é obsessivo-compulsiva. Ela e o marido são contadores e não têm filhos. Já a completamente desorganizada Clementine é violoncelista, casada e mãe de duas adoráveis meninas. Certo dia, as duas famílias são inesperadamente convidadas para um churrasco de domingo na casa dos vizinhos de Erika, que são ricos e extravagantes.

Durante o que deveria ser uma tarde comum, com bebidas, comidas e uma animada conversa, um acontecimento assustador vai afetar profundamente a vida de todos, forçando-os a examinar de perto suas escolhas – não daquele dia, mas da vida inteira.

Em Até Que a Culpa Nos Separe, Liane Moriarty mostra como a culpa é capaz de expor as fragilidades que existem mesmo nos relacionamentos estáveis, como as palavras podem ser mais poderosas que as ações e como dificilmente percebemos, antes que seja tarde demais, que nossa vida comum era, na realidade, extraordinária.

Chegamos ao sexto livro do desafio dos 12 livros para 2020. Eu comprei Até que a Culpa nos Separe na última Bienal do Rio em 2019, estava empolgada por ter lido O Que Alice Esqueceu e não via a hora de ler mais um título da autora. Confesso que fugi da hype dos livros que viraram série, e por esse motivo foi que Até que a Culpa, me chamou a atenção.

Tudo começa em um belo dia de sol. Um churrasco na casa de uns amigos, os adultos se divertindo e as crianças também. Tudo era muito comum e normal, o dia poderia acabar assim também, mas não é o que acontece.

Nas primeiras páginas nós conhecemos Erika, uma mulher que trabalha numa grande empresa de contabilidade, é casada com Oliver e tem uma relação complicada com a mãe, os motivos logo serão revelados ao longo do livro. Erika é uma das pessoas que estava na fatídico churrasco, porém ela sente que não lembra de tudo o que aconteceu. Ela tem uma lacuna em sua memória sobre algo importante, e mesmo após semanas ela não consegue relembrar.

Clementine é uma violoncelista, casada com Sam e ambos são pais de duas garotinhas. Ela está prestes a fazer um importante teste para ser efetivada na orquestra local, porém ela tem fobia de testes. Quando Erika a convida para o churrasco na casa de seus vizinhos, o casal concorda em ir e acha ótimo, já que eles tinham marcado um chá com Oliver e Erika e a verdade é que seus vizinhos, Vid e Tiffany, eram bem mais divertidos.

É na casa deles que tudo acontece.

Vid e Tiffany são um casal que amam receber pessoas em casa, Vid é muito popular e ambos são ricos. Ele tem uma personalidade expansiva e gosta de ter pessoas e amigos por perto. Quando encontra com Erika na rua, logo a convida e a seus amigos e marido para passarem por lá para um churrasco no fim de tarde.

É tudo muito comum e natural, e aí você fica se perguntando, o que aconteceu?

O livro é dividido em duas partes narrativas que são entrelaçadas. Depois do churrasco, nos tempos atuais e no dia do churrasco, onde aos poucos vamos desvendando o que aconteceu de tão trágico que abalou a vida dos seis personagens e de suas famílias.

Cada um deles narra um pouco da história, mas o foco é mais na Erika e Clementine, ambas são as que tem mais voz nesse livro e é interessante ver como cada uma analisa a amizade de anos delas, e como outras pessoas também as analisam.

Pelos olhos da Clementine, ela não queria Erika em sua vida, foi uma amizade forçada pela mãe de Clem por causa da infância difícil que Erika tinha. Ambas se tornaram adultas e Erika é madrinha da filha mais velha de Clem, os laços estão tão entremeados que são impossíveis de serem rompidos. Já a Erika se inspirava muito na família de Clem, amava os pais da amiga como se fossem dela. Em alguns momentos a amizade parece ser bem tóxica para as duas, mas elas tem um passado em comum que as mantém unidas apesar de nem sempre se gostarem rs.

A relação entre os casais também é um ponto importante nesse livro, aqui nós temos três tipos de perspectivas de um casamento. É bacana ver como cada um lida e enfrenta seus problemas, as prioridades que eles tem e como ao longo dos anos o que os mantém unidos apesar das questões individuais e até segredos.

É um livro carregado de muita culpa, todos se sentem culpados e responsáveis pelo o que aconteceu no dia do churrasco e esse sentimento goteja das páginas, acredito que isso me afastou um pouco da história e me fez ler com mais tranquilidade. Sim, os sentimentos são intensos aqui e a carga emocional também.

Diferente do primeiro título que li da autora, esse não me fisgou com a mesma intensidade. Eu queria saber o que tinha acontecido, tinha uma ideia vaga, mas a leitura não fluiu como imaginei. O livro tem um tom de suspense, mas não aquele de te fazer querer roer as unhas de curiosidade, não. É um drama familiar, então as questões a serem resolvidas são entre a família e os amigos.

Até que a Culpa nos Separe é sim sobre culpa, mas é também sobre perdão, lidar com as dificuldades e traumas, seguir em frente e valorizar o que é importante. É um ótimo livro, indico para quem gosta de dramas familiares. Os personagens são interessantes e densos, e apesar do ritmo, vale a leitura.

Fica a dica e até breve.

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