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Resenha #366 Blackmoore

Por Barbara em 19 jun • 2021
13mar • 21 It, It: A Coisa, literatura estrangeira, Outros, palhaço, Pennywise, resenha, Resenhas de Livros, Stephen King, Suma de Letras, Terror, thriller, you'll fly too

Resenha #355 It: A Coisa

Título: It: A Coisa
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Páginas: 1.103
Ano: 2014
Gênero: Suspense e Mistério; Terror, Horror
Classificação: 4 estrelas

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Sinopse: Durante as férias escolares de 1958, em Derry, pacata cidadezinha do Maine, Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly aprenderam o real sentido da amizade, do amor, da confiança e… do medo. O mais profundo e tenebroso medo. Naquele verão, eles enfrentaram pela primeira vez a Coisa, um ser sobrenatural e maligno que deixou terríveis marcas de sangue em Derry. Quase trinta anos depois, os amigos voltam a se encontrar. Uma nova onda de terror tomou a pequena cidade. Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Precisam unir forças novamente. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue que fizeram quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. O tempo é curto, mas somente eles podem vencer a Coisa. Em ‘It – A Coisa’, clássico de Stephen King em nova edição, os amigos irão até o fim, mesmo que isso signifique ultrapassar os próprios limites.

“Vá embora e tente continuar a sorrir. Ouça um pouco de rock-and-roll no rádio e vá em direção a toda vida que existe com toda a coragem que você consegue reunir e toda a crença que tem. Seja verdadeiro, seja corajoso, enfrente. Todo o resto é escuridão.”

Já faz um tempinho que li It, mas desde então venho tentando contar um pouco do que este livro significa para mim. Então se segure porque, por mais estranho que pareça, esta será, provavelmente, uma declaração de amor a esta história do King.

Este livro me leu em Agosto de 2019 (é isso mesmo que eu quis dizer). Eu estava passando por um período meio sombrio na minha vida e precisava enfrentar meu próprio Pennywise, por assim dizer. Foi então que, junto com duas de minhas melhores amigas, resolvi me jogar de cabeça no mundo das bizarrices de Stephen King.

A história é narrada em dois períodos diferentes. O primeiro, quando as personagens ainda são crianças e descobrem o It, e o segundo, após 27 anos. Na primeira parte da narrativa, o autor conta detalhadamente o encontro das crianças com a coisa que andava aterrorizando a cidade. O grande problema em enfrentá-la era não deixar que seu medo se tornasse maior que a determinação de acabar com ela, pois o It se alimentava do medo das pessoas e se transformava neles, tornando reais os piores pesadelos.

Somos então levados por diversas bizarrices que se apresentam como os medos das crianças, até que eles descobrem um meio de acabar com o It de uma vez. Elas decidem entrar no território da coisa e pôr um fim em seu reinado sobre aquela cidade. Eles conseguem, digamos, detê-la, mas não fazem ideia de que It não morreu de verdade. Fazem então um juramento de que voltariam para a cidade e colocariam um fim definitivo nisso se não tivessem tido sucesso.

É então que a segunda parte começa, após 27 anos. Quase todos do grupo saíram da cidade e têm suas vidas, apenas um deles permaneceu Derry. Ele passou todos esses anos monitorando a cidade, à procura de um sinal que provasse que a coisa estava de volta. E estava mesmo! Mike chama todos de volta e juntos, eles se preparam para reviver os momentos traumáticos de sua infância e acabar de uma vez por todas com It.

Bom, apesar de muita coisa bizarra (bizarra mesmo, gente… ainda tenho náusea de uma cena peculiar e beeeem polêmica que vocês saberão quando lerem ou tomarem um spoiler :s), It mostra a importância da amizade quando enfrentamos nossos maiores medos. Também nos dá exemplo daquela frase que todos estamos cansados de ouvir, mas que é muito verdadeira: “a coragem não é a ausência do medo”.

Enfim, super recomendo essa leitura. Para quem não curte o gênero terror, pode ir sem medo, não é pesado do jeito que você pensa. É mais psicológico mesmo, mas muito inspirador.

Este livro se tornou um dos meus favoritos e tem um lugarzinho bem especial no meu coração, pois me ajudou a decidir acabar com meu Pennywise também. E também me fez olhar para as pessoas maravilhosas que tenho ao meu redor, que me ajudaram a passar pelo período mais escuro da minha e vencer a depressão. Cito algumas delas em agradecimento: Minha mãe, minha avó, Thais, Adriana, Luma, Barbara e Michelli. Obrigada por não desistirem de mim e fazer a luz chegar pelas minhas rachaduras. Amo vocês mais que o amor! ❤️

“Talvez não existam coisas como amigos bons ou ruins. Talvez existam só amigos, pessoas que ficam ao seu lado quando você se machuca e que ajudam você a não se sentir muito sozinho. Talvez valha a pena morrer por eles também, se chegar a isso. Não amigos bons. Não amigos ruins. Só pessoas com quem você quer e precisa estar; pessoas que constroem casas no seu coração.”

Obs: A leitura foi tão inspiradora que eu, a Tha e a Dri fizemos tattoos do balãozinho. E eu aproveitei para colocar a frase que mais me marcou.

Da esquerda para a direita: Eu (Raquel), Thais, Adriana
Da esquerda para a direita: Thais, Eu (Raquel), Adriana

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1 Comentário

  • Thais
    14 mar 2021

    Solzinho, que alegria em ler essa resenha! Pensar que isso foi em agosto de 2019 e tanta coisa mudou de lá para cá, chega a dar um negocinho no coração hahaha
    Amei embarcar nessa leitura com vocês e leria novamente fácil fácil. Marcou muito nossa história ❤️❤️