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Resenha #385 O Navio Arcano

Título: O Navio Arcano
Série: Os Mercadores de Navios-Vivos
Ordem: 1
Autor: Robin Hobb
Editora: Leya
Gênero: Ficção /Fantasia /Literatura Americana
Páginas: 864
Ano: 2017
Classificação: 5 estrelas

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Sinopse: George R.R. Martin é um dos maiores fãs da literatura de Robin Hobb, que, no mundo todo, é uma das mais celebradas e cultuadas autoras contemporâneas de literatura fantástica. Em a “Saga do Assassino”, Robin Hobb retorna, numa nova trilogia, “Os Mercadores de Navios-Vivos”, ao universo ficcional conhecido como o Reino dos Antigos. Nesse primeiro volume, O Navio Arcano, Robb faz referências a clássicos como Moby Dick e Mestre dos Mares para conduzir o leitor por uma aventura marítima repleta de magia, contando a história de um orgulhoso grupo de famílias que navega por mares bravios repletos de piratas e serpentes, a bordo do seu protagonista: os seus navios-vivos – embarcações raríssimas e mágicas feitas de madeira-arcana, capazes de adquirir vida própria. Com personagens muito bem caracterizados, tanto física quanto psicologicamente, Robin Hobb tece uma trama envolvente e complexa, que seduz o leitor a cada página.

Hey pessoal, fantasia na área! Prepara que se esse é o seu gênero favorito, você com certeza vai adicionar esse livro à sua TBR.

O Navio Arcano era um livro que estava na minha lista de leituras há bastante tempo, porém ele estava muito caro e eu queria a edição física. Uma promoção na livraria e voilá, lá estava eu com o meu livro. Ele faz parte do desafio 12 livros para 2021, com mais de 800 páginas eu pensei que demoraria um tempinho para finalizar, mas não foi o que aconteceu. Em uma semana e meia eu devorei o livro, ele dominava meus dias, meus sonos kkkk e vou contar um pouco sobre o enredo para vocês agora.

O livro vai girar em torno da família Vestrit e seu navio-vivo Vivácia. Os Vestrit fazem parte das famílias que fundaram e colonizaram o litoral amaldiçoado. Seus antepassados enfrentaram muitos desafios para colonizar a região e como recompensa, receberam o monopólio do comércio dos produtos encontrados ali e o principal, os Navios-Vivos.

Os Navios são feitos de madeira arcana, são encantados e estão ligados à família que o encomendou. Para ganhar vida é necessário que três gerações da família morram dentro do navio. Vivácia está prestes a chegar nesse momento, Ephron Vestrit, o capitão do navio, está morrendo, e quando Vivácia chega em Vilamontes, todos se organizam para levar Ephron até seu navio, pois ele tinha ficado um ano em terra convalescendo e durante esse período, seu genro Kyle é quem estava no comando de Vivácia.

Quando o fatídico momento da morte de Ephron está para acontecer, todos se surpreendem quando ele cede o controle total dos bens da família em terra e Vivácia para sua filha mais velha Kéffria. Ephron tinha duas meninas, Kéffria sendo a mais velha, casada com Kyle e mãe de três filhos. Althea era a mais jovem e a que desde cedo partia com o pai em suas muitas viagens a bordo do navio, onde ela também trabalhava. Todos esperavam que Althea fosse, naturalmente, a próxima capitã ou no mínimo a dona do navio, quando isso não acontece, o jogo muda totalmente e a família Vestrit não será mais a mesma.

Vários plots vão ser desenvolvidos a partir dessa ruptura familiar, Vivácia ganha vida e passa a ser comandada por Kyle, que aproveita para começar a agir como um ditador entre os membros da própria família, ditando o modo como cada um deveria agir. Althea, como uma mulher de personalidade forte, não concorda com as decisões do cunhado e parte em busca de uma solução para reaver seu navio. Junto com Brashen, outro marinheiro que trabalhava na Vivácia e que foi expulso após a morte de Ephron, ela vai viver uma aventura de crescimento e conhecimento. Althea é a que mais cresce durante a história.

Em paralelo, nos conhecemos Winthrow, filho mais velho de Kéffria e Kyle. Ele cresceu longe da família pois estava estudando para ser sacerdote de Sá, a entidade que todos criam e serviam como deus. Por conta da morte do avô ele é enviado para casa e se vê no meio da disputa familiar pelo controle de Vivácia e acaba sendo obrigado a embarcar no navio e viajar nele, já que era necessário que um Vestrit sempre estivesse a bordo durante as viagens. O plot do Winthrow é um dos mais complicados, gostei muito do personagens, mas ele me fez passar muita raiva também.

Em terra temos outro lado da família Vestrit, as mulheres da família que naturalmente ficam responsáveis por resolver tudo. Nesse cenário conhecemos Ronica, viúva de Ephron e matriarca da família, ela lida com todos os problemas financeiros e tenta de todas as formas conter as percas financeiras que a cada dia são maiores. Conhecemos mais sobre a Kéffria que aparentemente era uma mulher deslumbrada e um tanto ressentida com a família, mas aos poucos essa percepção vai mudando conforme ela ganha mais destaque na história. Aqui também conhecemos Malta, a adolescente chata e inconsequente da família kkk. Malta é uma decepção a cada página…

Como se todas essas tretas familiares não fossem o suficiente, ainda temos Kennit, um pirata com sonho de se tornar rei. Kennit é um cara que se define por sua sorte, o que ele deseja acontece porque ele confia que vai acontecer e que sua sorte não o abandonará. Ele é aquele vilão que não é vilão, um cara obviamente de caráter duvidoso, que engana com sua personalidade manipuladora e conquista o leitor com seu carisma.

Ao longo do livro vamos ver cada personagem enfrentando seus próprios dilemas e desafios, a história vai ganhando uma proporção cada vez maior e apesar de algumas situações serem previsíveis, outras são inesperadas e surpreendentes. A Robin cria personagens muito reais, com falhas de caráter, que erram e acertam, que nos fazem torcer e nos decepcionam algumas páginas a frente. Esse é o trunfo de seu livro e de sua narrativa.

Ela traz um profundo conhecimento da vida dentro de um navio, não só de um navio mercante, mas de outros também. Terminei a leitura sabendo muito bem a hierarquia dentro de um navio, obrigada Robin!

Navio Arcano é fascinante, apesar de ser longo, a narrativa é fluida e envolvente. Dá vontade de ficar lendo sem parar de tão bom que é. Como o Martin diz na capa do livro, “é assim que livros de fantasia deveriam ser escritos”, e eu não poderia concordar mais. Robin Hoob dá uma aula de como bons livros devem ser escritos.

Minha única ressalva é que a sensação que tive ao finalizar o último capítulo é que o livro não tinha acabado, como se eu fosse virar a página e continuar lendo. Parece que o livro não acaba, como se a autora tivesse escrito toda a trilogia de uma vez e dividiram em três livros porque um único volume estava com, sei lá, 2500 páginas kkk. Pois é, fiquei com gostinho de quero mais… rs.

Bom, agora os direitos de publicação estão com a editora Suma, e eles informaram que a previsão de lançamento é para 2022, vamos torcer para que isso aconteça mesmo. Fica aqui a minha indicação, O Navio Arcano já entrou para o top 10 das melhores leituras de 2021. Leiam!

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