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Resenha 482 Sonia

Por Barbara em 22 set • 2025
29jan • 26 12 livros para 2025, clássico, Jane Austen, literatura estrangeira, Literatura Inglesa, Martin Claret, resenha, Romance

Resenha 487 Mansfield Park

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Uma novela familiar como só Jane Austen consegue fazer…

Oi pessoal, tudo bem com vocês? Hoje é dia de Mansfield Park, um clássico da literatura inglesa e de uma das minhas autoras favoritas, Jane Austen. Eu estou em uma missão pessoal que é ler todos os livros de Jane publicados e esse foi o quinto, agora só me falta A Abadia – que já me falaram ser bem zzZZzzzZz – oremos, mas a questão é que eu estava super empolgada para ler Mansfield, porém quebrei um pouco a cara. Vamos a um breve resumo.

O livro vai girar em torno dos eventos que vão acontecer na mansão que leva o título do livro. Tudo começa com três irmãs, a do meio faz um ótimo casamento e se casa com o herdeiro de Mansfield – o senhor Bertran, a mais velha, que não era tão bela ou simpática, se casa com o pastor da região e a mais nova e mais rebelde, foge com um rapaz aleatório e isso causa uma ruptura no relacionamento entre as três.

O tempo passa, as irmãs tornam a se falar e descobrem que a mais nova teve muitos filhos e vivia em dificuldade e por isso acabam por fazer uma benfeitoria, trazer uma das sobrinhas para viver com os tios Bertran. É quando Fanny Price, nossa protagonista, entra em cena. Muito jovem ela vai viver com os tios e primos e assim ter a “oportunidade” de experimentar uma nova e melhor realidade, onde ela teria acesso a uma boa educação e conviveria com pessoas que seriam uma influência positiva em sua vida e obviamente, seria a dama de companhia de sua tia.

O problema é que a realidade se mostra muito diferente. Fanny é tratada um pouco melhor que uma empregada, ela é criada entre os primos e mesmo sendo a mais jovem entre eles não era tão bem quista a não ser por Edmund que sempre sentiu um carinho pela prima e era o único que tinha um pouco de consideração pela jovem. Ela ainda precisava lidar com a tia mais velha que era uma velha rabugenta, mandona e maldosa… difícil de engolir. O tio Bertran era um tanto indiferente e a tia Bertran era a perfeita dondoca, o que tinha de beleza não tinha de cérebro rs.

Bom, a vida seguia em um certo marasma para os habitantes de Mansfield até que novos moradores chegam à região, os irmãos Henry e Mary Crowford. Eles logo se tornam presença constante em Mansfield e vemos uma verdadeira mudança nas ações dos personagens, principalmente no quesito amoroso. Fanny sempre admirou o primo Edmund e ela vai ver seu mundo se abalar ao notar o interesse dele por Mary e nem vou me estender falando do Henry, um verdadeiro bom vivant, apaixonado em se apaixonar e um perfeito libertino, imaginem o quanto não vai causar durante sua passagem por Mansfield rs. #mrwickhanfeelings

O livro começa em um ritmo bem lento, eu confesso que estava achando bem chatinho. A Fanny é uma personagem com uma personalidade frágil, ela se sente nessa posição de devedora pois mora de favor na casa dos tios, apesar de não ter pedido para morar ali. Os tios são negligentes com a jovem, e um exemplo são as acomodações que ela tinha na casa – novamente, pouca coisa melhor que o de uma empregada. A outra tia era puramente maldosa, comparava as sobrinhas e sempre fez de tudo para colocar Fanny em uma posição inferior, imaginem crescer em um ambiente assim… Foi bem desgostoso de ler.

As coisas começam a mudar após o retorno de uma viagem que o tio Bertran faz para outro país, parece que ele desperta da negligência e começa a colocar ordem na casa, mas ainda assim não foi o suficiente para me fazer perdoá-lo. O livro ganha um pouco de fôlego mais para o final quando outras situações acontecem, mas novamente, foi bem complicado chegar até lá, eu fiz um esforço em favor do meu amor por Jane, mas esse foi definitivamente o livro mais chato que já li da autora.

Fanny não é carismática, seu amor por Edmund é extremamente abnegado e ele inclusive também não merece a mocinha, algumas coisas melhoram ao longo da história, mas não o suficiente para me fazer amar esse livro. É ok e bem fraco comparado a outros da autora.

Fica a dica.

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