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Resenha #380 Pachinko

Por Barbara em 25 set • 2021
29nov • 20 DarkSide Books, literatura estrangeira, Terror

Resenha #335 Hex

Título: Hex
Autor: Thomas Olde Heuvelt
Editora: DarkSide Books
Páginas: 368
Ano: 2018
Gênero: Terror
Classificação: 5 estrelas

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Sinopse: Toda cidade pequena tem segredos. Mas nenhuma delas é como Black Spring, o pacato vilarejo que esconde uma bruxa de verdade do resto do mundo. Os moradores sabem que não se deve mexer com ela. Assim como aconteceu com as bruxas de Salem, Katherine Van Wyler foi condenada à fogueira. Mas a feiticeira sobreviveu e continua rondando a cidade, mais de trezentos anos depois. Seus olhos e sua boca foram costurados, para impedir que ela lance maldições fatais.
Os habitantes de Black Spring controlam seu passos através do HEXApp, um aplicativo de celular, 24 horas por dia. A vigilância constante aumenta o clima de paranoia na cidade, enquanto um grupo de adolescentes desafia as regras e resolve zoar a bruxa para ver se ela é tão perigosa quanto dizem…

“Um mal gerava outro mal maior e, no fim das contas, tudo podia ser traçado de volta para Black Spring. Black Spring havia provocado tudo isso a si mesma.”

Hex conta a história de uma cidade pequena dos EUA, perto de Nova Iorque, que esconde um terrível segredo: a maldição de ter que conviver todos os dias com uma bruxa que tem sede de vingança.

Katherine vive há séculos na cidade, impedindo seu crescimento e impedindo que a vida de seus habitantes tenha qualquer indício de progresso. Isso porque, há muitos e muitos anos, uma crueldade sem tamanho foi cometida pelo povo contra ela. A única coisa que impede sua vingança é o fato de que ela vive presa a correntes e tem seus olhos e bocas costurados.

Ainda assim, uma vez houve um grupo de pessoas que tiveram a coragem de tentar remover as costuras. Apenas um pedacinho de linha cortado foi o suficiente para que ela pudesse sussurrar suas blasfêmias e matar todo um grupo de pessoas. Por isso, a cidade vive praticamente uma ditadura. Tudo é feito para evitar que a bruxa aniquile todo mundo.

Existem regras e mais regras e ninguém se atreve a entrar no caminho de Katherine quando ela aparece ou mexer com ela… a não ser um grupo de adolescentes que estão cansado das mentiras e se negam a deixar que essa maluquice continue enterrada em Black Spring.

Durante toda a história, vemos como uma simples brincadeira ou um simples deboche pode ter consequências catastróficas e podem colocar em risco toda uma cidade e seu sistema estruturado durante incontáveis anos. E como não se deve subestimar um ser que espera pacientemente sua hora.

“Isto é o quanto basta para as pessoas mergulharem na insanidade: uma noite a sós consigo mesmas e o que mais temem.”

Aos poucos, vamos percebendo que a bruxa não precisa sussurrar para influenciar o povo a cometer as maiores atrocidades. O povo de Black Spring tinha a alma tão má quanto a bruxa de quem viviam se protegendo.

Uma bizarrice atrás da outra começa a acontecer na cidade, ao ponto de animais se comportarem completamente fora do padrão à pessoas agindo como monstros.

Após muita bizarrice e um desenvolvimento que te faz gritar “AGORA A MERDA FOI JOGADA NO VENTILADOR!!”, o final me pegou desprevenida e eu realmente não esperava por uma cena daquela.

Esta foi a primeira vez que eu simpatizei com a bruxa. Queria mais é que todo mundo se ferrasse porque não tinha um naquela cidade que não fosse desprezível.

Enfim, super recomendo! A atmosfera do livro é sombria e dá uns arrepios, mas não é um terror de te deixar sem dormir.

“O povo de Black Spring tinha provocado isso a si mesmo: eles eram o mal, um mal humano. Eles haviam criado o mal que era Katherine, permitindo que o caos e a crueldade dentro deles mesmos sobrepujassem a tudo, castigando um inocente e se glorificando em seu próprio senso de justiça.”

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