03mar • 26 12 livros para 2025, Clichê, Felipe Colbert, Literatura Brasileira, Literatura Nacional, Lu Piras, Novo Século, resenha, Resenhas de Livros, Romance

Resenha 491 A última nota

E o ano começou com um livro 1 estrela kkk. A última nota foi o primeiro livro que finalizei em 2026, ele fazia parte do desafio dos 12 livros para 2025, que acabei não concluindo, mas me propus a continuar a leitura e finalizar o livro. Eu o comprei em 2013, achei a capa interessante e eu estava no auge dos meus estudos de música e obviamente um romance com uma violinista me chamaria a atenção. Investi e hoje, 13 anos depois, preferia não ter feito.

Vamos começar com um breve resumo.

O livro vai contar a história de Alicia Mastropoulos, ela é uma jovem estudante de música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, recentemente eleita a melhor violinista da orquestra, vem de uma família tradicional grega que não acredita ou apoia seus estudos em música, apesar do avô de Alícia ter sido um exímio violinista também.

A nossa protagonista está ali vivendo a própria vida, com um namorado de quem não gosta, mas não larga por pura conveniência, em uma constante briga com os pais principalmente a mãe pela falta de apoio aos seus sonhos, uma relação verdadeira e amorosa com a avó e seguindo. As coisas mudam quando ela descobre uma partitura entre os documentos do avô e resolve tocá-la na apresentação que teria com a orquestra da faculdade.

Ela faz isso e acaba errando a última nota, mesmo assim é ovacionada pela plateia e ao mesmo tempo algo mágico acontece, uma pessoa aparece em um coreto não muito longe do local da apresentação, sem roupas e sem memória, com apenas o nome de Alícia nos lábios.

É assim que Sebastian entra na história, ele não se lembra de nada do passado, mas reconhece Alícia e ela vira o centro de sua vida rs. Aos poucos ele vai se tornar uma constante na vida da nossa mocinha e um interesse amoroso vai surgir entre ambos, mas antes disso vai ter muita treta e confusão, o famoso enemies to lovers… E assim a história vai se desenrolar para entender o mistério de quem é Sebastian e para transformar ele e Alícia em um casal.

Vamos lá comentar um pouco sobre tudo o que achei do livro… Eu achei tudo um show de chatisse, o livro tem dois autores e isso fica bem claro na escrita, dava pra perceber onde um começava a escrever e qual parte o outro continuava, só isso já gera uma desconexão da história, mas deixemos isso de lado e vamos ao enredo! Já no começo eu peguei um ranço da Alícia, ela constantemente se ressente de várias coisas, uma grande reclamona insuportável! Eu li na força e do ódio e só continuei pra me manter fiel ao desafio, mas foi difícil.

Uma das primeiras cenas é a Alícia decidindo que iria tocar a peça do avô, que seria o seu solo na apresentação e ela faz isso sem comunicar a ninguém, simplesmente muda os planos e é extremamente desrespeitosa com toda a orquestra e o maestro. Aí ela já perdeu o meu respeito independente do maestro/professor ser um babaca, na música isso é de uma extrema imaturidade que não consigo ver acontecer com alguém que se encontra em uma posição tão importante, enfim… seguimos.

Outro ponto importante a se comentar é o Sebastian kkkkk, ele é a personificação de todos os sonhos de desejos femininos. Um cara lindo de maravilhoso, educado, que sabe cozinhar e tocar piano… ele é perfeito e completamente focado na Alícia, além de ser claramente de outro mundo kkk. Essa perfeição toda só poderia vir de outro mundo mesmo rs. Foi complicado aguentar ele, achei tão sem personalidade, só bonito mesmo revira os olhos.

O namorado da Alícia é um caso à parte, juntaram todos os clichês de homem babaca e idiota e colocaram nesse personagem, sério, que preguiça e falta de criatividade! Tinham tudo para transformar em um triângulo amoroso cheio de tensão e com torcida, mas não, o namorado era completamente desnecessário e um personagem inútil. Ao final do livro ele tem uma cena de conflito/briga com o Sebastian que é ridícula e termina tão sem noção quanto começou. Com direito a perseguição policial em um dos parques da cidade, só rindo mesmo rs.

Os autores vão jogando problemas e conflitos tão fracos e clichês que vão se amontoando sem necessidade alguma. Tem o mistério da origem do Sebastian, as brigas dele com a Alícia, a total obsessão também com ela e os problemas de saúde que ele desenvolve. Temos ainda os conflitos da Alícia com os pais, as brigas homéricas dela com a mãe e no final tudo se resolve como em um passe de mágica no último concerto.

É decepcionante encontrar esse tipo de livro e ainda ser nacional, tudo muito raso. Eu sinto que perdi meu tempo lendo, mas serviu para que você não perca o seu. Passe longe, fica a dica.

Confira a resenha em vídeo

confira também os Posts Relacionados

Comente com o Facebook

Deixe seu comentário